Por Germano Bianchini
Presidente da ACE
Biênio 2008/2010
As perspectivas para o ano de 2009, em termos econômicos e financeiros, eram das mais assustadoras. Havia um grande pessimismo e os números dos primeiros meses decepcionavam. Pudemos observar um recesso tremendo da economia e a quebradura de países em função da crise bancária.
Esse clima de tensão que acometeu o mundo não foi diferente no Brasil e, consequentemente, em Catanduva. As usinas encontraram dificuldades para vender e, em seguida, para receber. Por tabela, isso afetou o pagamento de fornecedores e arrendatários de terras.
Mas, felizmente, as coisas começaram a se clarear a partir do segundo trimestre, antecipando as previsões dos especialistas. As bolsas começaram a reagir, houve abertura dos créditos bancários, melhora nos fundos de investimentos e aumento do consumo, impulsionado pela isenção de impostos para fabricantes e consumidores finais de automóveis e linha branca. No meio do ano já foi possível notar o equilíbrio e, a partir do segundo semestre, o começo do crescimento em relação a 2008 (equivalente a 0,2% ao ano, até o mês de novembro).
Esse movimento de queda, estabilidade e recuperação foi mais rápido do que se previa. Todos acreditavam que a recuperação da economia aconteceria em dois anos. Isso quer dizer que nos saímos muito melhores e a expectativa é para 2010 é ainda mais positiva do que os atuais resultados, já que o ministro Guido Mantega prevê um crescimento para o nosso País de 5,5% em comparação com 2009. Como Catanduva acompanha o mercado nacional, podemos esperar um bom ano para todos.