Os itens comprados para a folia em bailes, desfiles ou mesmo em casa, continuam com a carga tributária elevada, segundo estudo do IBPT.
O brasileiro precisa ficar atento à folia tributária nesse carnaval. Produtos de grande procura nessa época do ano, como fantasias, confete e pacotes turísticos, estão sujeitos a uma alta incidência de impostos. Como exemplo, 43,83% do preço final de um pacote de confete ou de serpentina correspondem a tributos embutidos (veja quadro e ilustração com a carga tributária de vários itens). A alta incidência de impostos sobre o consumo é uma peculiaridade do sistema tributário brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), 65% dos impostos são sobre o consumo. Entre os produtos mais vendidos no carnaval, a cerveja é a mais tributada. Seja em lata ou em garrafa, mais da metade – 54,8% – do preço final da bebida correspondem a impostos embutidos. Os principais tributos que incidem sobre um bem de consumo são o Programa para a Integração Social (Pis), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS). Segundoo presidente do IBPT, João Olenike, nenhum dos produtos de carnaval pesquisados neste ano teve redução de impostos, tendo como referência os valores de 2009. "Para atacar a crise, o governo federal direcionou sua política de desoneração para aquela de maior repercussão na economia, deixando de fora itens considerados supérfluos, como os consumidos no carnaval", afirmou.
Por: Renato Carbonari Ibelli