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Data de Publicação: 12/02/2010  

Indústria e varejo prontos para golear com a Copa

Segmento de brindes projeta incremento de até 15% nas vendas puxadas pelo campeonato mundial de futebol. Encomendas do comércio já foram feitas em 2009 e estoques ganharam reforços, com itens diversificados.
Divulgação
Chinelo Opanka, modelo Brazil, azul. Preço: R$ 29,90.
Camiseta Olympikus, polo branca, feminina. Preço: R$ 69,90
A quatro meses da Copa do Mundo 2010, na África do Sul, a indústria brasileira começa a intensificar a produção de cornetas, camisetas verde-amarelas, chinelos, bonés, apitos e brindes promocionais. O varejo não fica atrás e, desde o ano passado, programa as encomendas. Tudo para animar a torcida brasileira e deixar para trás o fantasma dos prejuízos amargados com a crise econômica mundial. E o placar promete ser uma goleada de vendas. A expectativa para o segmento de brindes é de um incremento nas vendas entre 10% e 15%, em relação ao último mundial. Em 2006, quando os jogos aconteceram na Alemanha, o faturamento chegou a R$ 5,3 bilhões. "Graças à Copa devemos atingir neste ano receita de, no mínimo, R$ 5,9 bilhões", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Promocionais, Klaus Pufleb. O crescimento médio anual do mercado promocional nos últimos três anos, que não contaram com a "ajuda" do campeonato mundial, foi de 20%. A Still Promotion, por exemplo, já vendeu o estoque de 200 mil peças entre camisetas, cornetas, bonés e apitos, que começaram a ser produzidos em setembro passado. A meta da empresa é chegar a 800 mil peças. "Não tenho mais nada em estoque. Depois do Carnaval iremos aumentar em 30% o número de funcionários para fazer as entregas. Se continuar assim, iremos espantar qualquer vestígio da crise mundial", disse o proprietário da Still, Douglas Alves. Eletroeletrônicos – A direção da Indústria Eletrônica Bergson, fornecedora de buzinas para motocicletas, também está animada com as vendas para a Copa, depois de amargar um ano difícil em virtude da crise, em 2009. A Brazuca, uma buzina com acionamento manual, será o carro-chefe da empresa para o mundial. A produção de 20 mil peças deve dobrar neste ano. "Somente em janeiro vendemos 1,7 mil peças. Estamos confiantes", disse a diretora da Bergson, Dina Rodopoulos. As malharias, assim como a indústria de alimentos, também apostam no evento esportivo. A Cia. Hering, detentora das marcas Dzarm, PUC e Hering, terá coleções de roupas e acessórios especiais para o campeonato. Com isso, espera vender cerca de 600 mil peças, um aumento de mais de 200% em relação à Copa de 2006. A Hikari pretende incrementar as vendas de pipocas de micro-ondas, salgadinhos e batatas fritas entre 10% e 15%. A estratégia foi apostar em embalagens alusivas ao mundial. Varejistas – No varejo, a empolgação também é grande. "Na Copa passada faltou produtos para vender. Agora já nos preparamos e estamos com o estoque quase completo", disse o proprietário da Semam, Marcelo Mouawad. A loja comercializa variedades, na região da Rua 25 de Março, no centro da capital paulista. O investimento neste ano, de acordo com o empresário, será 100% maior do que em 2006, com destaque para cornetas, chapéus, perucas e camisetas. "Em 2006, tínhamos 200 itens disponíveis na loja, nesta Copa serão 500 artigos", afirma Mouawad.

Por: Kelly Ferreira

 

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