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Data de Publicação: 03/03/2010   

Calor acelerou vendas do comércio

Consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) para transações a prazo e à vista cresceram, respectivamente, 8% e 6,1%, em fevereiro.
Paulo Pampolin/ Hype
Altas temperaturas elevaram a demanda por ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Outros fatores que ajudaram a manter o movimento aquecido foram o fim dos descontos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e veículos e as promoções.
As vendas tanto a vista quanto a prazo no varejo paulista cresceram em fevereiro deste ano em relação ao ano passado, de acordo com dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), compilados pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). As consultas para as transações a prazo subiram 8% no período ante igual mês do ano passado. E, para a modalidade à vista, o avanço apurado foi de 6,1% na mesma comparação. "As nossas previsões estão confirmadas pelos indicadores. Estamos diante de uma curva ascendente que pode ir muito além das nossas projeções. E 2010 poderá propiciar o grande voo para o Brasil se tornar seguramente um País desenvolvido", disse o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti. Fevereiro é historicamente fraco para o varejo em virtude das férias e do carnaval. No entanto, de acordo com o economista do IEGV, Emílio Alfieri, esse início de ano foi impulsionado pelo "comércio de verão", principalmente com o calor acelerando as vendas de ventiladores e de aparelhos de ar-condicionado (veja texto abaixo). "Também contribuíram para o crescimento das vendas o fim dos descontos do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca e veículos, além da carga extra de anúncios de promoções das empresas de varejo no início deste ano", afirmou. Base fraca – O aumento das consultas para as vendas com pagamento parcelado no mês passado (SCPC), apesar de considerado bom, está sustentado por uma base fraca. Em fevereiro de 2009 houve queda de 12,8% nos negócios dessa modalidade ante igual mês de 2008. Já nas transações à vista, o SCPC Cheque de fevereiro do ano passado havia tido retração de 5,5% ante igual mês do ano anterior. "Na comparação com 2008, período de vendas excepcionais, o avanço verificado no mês passado está 5% menor ao de fevereiro daquele ano. Já o cheque, que registrou queda de 5,5% em fevereiro do ano passado e alta de 6,1% neste ano, está 0,3% maior na comparação com igual mês de 2008", disse Alfieri. Ainda de acordo com ele, o cheque sempre tem uma recuperação mais rápida que o crédito, que depende das instituições financeiras para ser restabelecido plenamente após uma crise. Inadimplência – A inadimplência continua sob controle, de acordo com os levantamentos IEGV. Os registros cancelados cresceram 8,7% no mês passado ante igual período de 2009. Já os registros recebidos de carnês com mais de três meses em atraso aumentaram somente 0,6% na comparação. De acordo com Alfieri, os baixos registros recebidos são reflexo da retração das compras pelo consumidor ainda no segundo semestre de 2009. "Mesmo as compras de Natal ainda não cumpriram o prazo de três meses dos carnês em atraso para entrar no sistema", disse o economista da ACSP.
 

Mário Tonocchi

 

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