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Data de Publicação: 03/03/2010   

Empresários premiam setor bancário

Alencar Burti destacou medidas tomadas pelo presidente do Banco Central e as características positivas do sistema financeiro brasileiro.
É como em um episódio de ataque cardíaco. Ações rápidas e eficazes evitam que os danos se espalhem pelo organismo.
Henrique Meirelles, BC
Há algumas nuvens escuras na Europa, passando pela Grécia, mas será um ano positivo para a economia brasileira Roberto Setubal, Itaú Unibanco
Na entrega do Prêmio Qualidade em Bancos, Alencar Burti (centro), homenageou Meirelles (esquerda) e Setubal.
O alcance da crise financeira internacional na economia brasileira e a rapidez com que o País saiu da turbulência dominaram os discursos, ontem, dos vencedores do Prêmio Qualidade em Bancos, promovido há 15 anos pela Revista Banco Hoje. Os presidentes do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, receberam a premiação das mãos do presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, um dos 18 dirigentes de entidades empresariais que atuaram como jurados. Na abertura da cerimônia, Burti ressaltou a importância das medidas adotadas pelo Banco Central para minimizar os efeitos do ápice da crise, em setembro de 2008. "Com elas, os bancos nacionais contribuíram para que o Brasil pudesse superar, com menores traumas e em prazos mais curtos, os impactos da turbulência", disse. Para o presidente da ACSP, quando se fala em qualidade dos bancos, não se pode deixar de destacar as características positivas do sistema financeiro brasileiro. Antes de entregar os diplomas, Burti pediu aos convidados que aplaudissem em pé os premiados. "O prêmio é uma homenagem que ocorre em um momento especial e o compartilho com todos os funcionários do banco", disse o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, referindo-se à fusão que comandou em novembro de 2008 e ao fato de o Brasil ter enfrentado a crise internacional sem grandes traumas. É a segunda vez consecutiva que o executivo recebe a premiação. "Há algumas nuvens escuras na Europa, passando pela Grécia, mas será um ano positivo para a economia brasileira", previu. Ao comparar a situação nacional com a do resto do mundo no enfrentamento da crise, Setubal disse que o País esteve em um paraíso. Para o presidente do Banco Central, o Brasil foi um dos últimos a entrar na turbulência e um dos primeiros a sair porque agiu rapidamente e com custos muito menores em relação a outros países. "É como em um episódio de ataque cardíaco. Ações rápidas e eficazes evitam que os danos se espalhem pelo organismo", comparou. Meirelles disse que houve, sim, um custo para manter a liquidez no mercado, mas é preciso analisar antes de tudo os benefícios trazidos. Taxa de juros – Sobre as críticas recorrentes em relação à taxa básica de juros (Selic), o presidente do BC afirmou que os países desenvolvidos usam apenas taxas mais baixas porque estão com suas economias estabilizadas há décadas. "O Brasil está incorporando agora os efeitos da estabilidade econômica", disse.
 

Sílvia Pimentel

 

 

 

 

 

 

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