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Data de Publicação: 16/07/2010   

Eventos estimulam comércio

Cerca de R$ 100 bilhões, fruto de parceria entre o setor público e a iniciativa privada, devem ser investidos em projetos de infraestrutura e construção de estádios nos próximos quatro anos. E um dos setores que deverá ser mais impactado é o comércio, de acordo com a pesquisa "Brasil, bola da vez", apresentada ontem pela consultoria Deloitte, em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri). Bancos e serviços financeiros e a indústria de eletroeletrônicos aparecem na sequência, com expectativa de crescimento. Já os setores diretos que mais devem crescer são a indústria da construção (65%), turismo, hotelaria e lazer (55%) e, transporte aéreo e infraestrutura aeroportuária (53%). Serviços públicos e privados de segurança ficaram por último, com apenas 7%. Exposição – Os profissionais responsáveis pelo setor de relações com investidores das empresas de capital aberto acreditam que sediar grandes eventos esportivos pode se tornar cada vez mais atraente para os países emergentes. Exemplo disso foi o caso da Seara, única empresa brasileira presente entre os patrocinadores oficiais da Copa do Mundo da África do Sul. A marca foi estampada em peças publicitárias e em ações de marketing, em conjunto com a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para o diretor de relações com investidores da Seara e diretor-presidente do Ibri, Ricardo Florence, o patrocínio às Copas de 2010 e 2014 eleva ainda mais a participação da empresa no torneio e, consequentemente, na cabeça do consumidor. "Durante o período em que nossa marca ficou estampada na África do Sul, os acessos estrangeiros ao nosso site decuplicaram. Enxergamos grandes possibilidades de retorno." Planejamento – Apesar das oportunidades abertas por esses grandes eventos, apenas 12% dos profissionais de relações com investidores entrevistados, que representam companhias abertas atuando no Brasil, afirmaram possuir um plano específico de atuação em andamento. Outros 14% já possuem projetos a serem implantados, enquanto 35% disseram que planejam se preparar. A pesquisa detectou ainda que 21% não pretendem elaborar nenhum plano. De acordo com o sócio da Deloitte, José Paulo Rocha, entre as questões que esses públicos consideram essenciais para o Brasil realizar de maneira satisfatória os megaeventos estão "a capacidade das cidades-sede em concluir seus projetos e a administração dos investimentos públicos aplicados a eles". Já sobre os aspectos positivos a serem proporcionados para o Brasil a longo prazo, 67% dos consultados destacaram a melhoria da imagem brasileira no exterior, enquanto 63% acreditam na qualificação do País como polo turístico mundial. Um total de 58% dos entrevistados afirmou que pretende investir na Copa de 2014, enquanto 61% mostraram interesse para os Jogos Olímpicos de 2016. Metodologia – A pesquisa foi realizada entre abril e maio com 60 profissionais de relações com investidores e 36 investidores. Foram incluídos todos os setores econômicos, com destaque para bancos e serviços financeiros, energia, construção e materiais e serviços de transporte. Com a confirmação da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpícos de 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil entrou definitivamente na rota dos megaeventos esportivos. A escolha reforçou a idéia de que o País poderá se transformar em uma marca reconhecida lá fora, atraindo investidores para diversos setores da economia.
Vanessa Rosal

 

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