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Data de Publicação: 23/02/2010   

Todos estão de olho

Leitores de e-books e tablets serão os novos portáteis nas mãos dos usuários? Vai depender do preço, conteúdos e facilidade de uso.
O e-reader da Skiff promete ser uma das sensações do mercado por causa da tela flexível
O MSI Reader terá duas telas touchscreen
A competição entre os leitores de e-books começou a esquentar no final do ano passado, quando outras empresas de peso também ingressaram no mercado. Uma das mais novas neste cenário é a livraria norte-americana Barnes & Noble, que lançou, em dezembro, o Nook. Ele tem uma tela dupla na mesma superfície: além das 6 polegadas para leitura monocromática, traz um display de 3,5" colorido e sensível ao toque para o usuário utilizar o menu com o sistema Android (do Google). No Mercado Livre ele é anunciado por R$ 1.029, mas nos Estados Unidos sai por US$ 259. O country manager da Qualcomm no Brasil, Paulo Breviglieri, diz que a empresa está trabalhando em parceria com cinco fabricantes de e-readers. Um deles é a Irex Technologies, que tem o modelo de 8,1" (diagonal) e é baseado no chip Gobi, da Qualcomm, para garantir conectividade múltipla 3G HSDPA /EVDO, e funcionar em países onde haja cobertura dessas redes. O modelo estará disponível até o final do semestre nos Estados Unidos. A outra fabricante que embutiu o chip 3G da Qualcomm é a Spring Design, cujo e-reader Alex traz telas monocromática e colorida, a exemplo do Nook. Breviglieri lembra que o Kindle, da Amazon, dispõe não só do chip 3G da fabricante, mas também de uma plataforma na qual a loja registra seus usuários para fazer a tarifação. Outras empresas que estão no páreo dos leitores são a Samsung, a MSI, a Asus, a Skiff (com tela flexível), a Plastic Logic e a Ectaco, que está na segunda geração de seus JetBooks. "É difícil dizer o que vai acontecer neste mercado nos próximos anos. É possível que os livros e jornais em papel convivam por um muito tempo ainda com o meio eletrônico, porque há espaço para os dois tipos", diz Breviglieri. "Vai depender da queda do preço, dos conteúdos disponíveis, da facilidade de uso". Segundo o executivo, há a possibilidade da fusão dos leitores aos tablets. A interface com o usuário será determinante. Tablets ou híbridos? - Silvio Tanabe, consultor de soluções de internet da MagoWeb, também acha que este é um momento de indefinição – os fabricantes estão tateando o mercado para avaliarem se haverá um único gadget (e-reader com tablet) ou se eles vão conviver lado a lado. "Os e-readers podem agregar novos recursos, gravador, MP3, web e aplicativos para as empresas ganharem dinheiro", diz Tanabe. Outras gigantes estão ao lado da Apple apostando nos tablets. A Sony, por exemplo, lançou um modelo simples (uma espécie de visualizador pessoal), o Dash, com tela de 7", para fotos, vídeos, livros, navegação na web, mas sem sistema operacional, ao preço de US$ 200. Mas a japonesa revelou que está desenvolvendo um tablet fininho e cheio de funções, como o iPad. A Microsoft está em estágio avançado para lançar o seu Courier (se até lá o nome não mudar). Ele será uma mistura de tablet com booklet. A classificação não importa, quem já viu o protótipo garante: será um produto "matador". No site de tecnologia Gizmodo é possível ver fotos exclusivas do que será o produto final, e um vídeo no YouTube mostra o que o equipamento será capaz de fazer (http://www.youtube.com/watch?v>UmIgNfp-MdI ). O Courier terá duas telas de 7" para a visualização de páginas (como se fosse um livro mesmo), ambas sensíveis ao toque e nelas será possível inserir informações com uma canetinha. Ele vai ter câmera, Wi-Fi e Windows 7, e deverá agregar uma biblioteca para organizar e catalogar anotações, fotos, aplicativos e livros. A Motorola e a MSI prometem aparelhos também de duas telas touchscreen para leitura de e-books, revistas e jornais.
Barbara Oliveira

 

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